Hasta la NEVE!

ALOHA!

Com o frio do inverno sulista, os menos fissurados pelo surf não encaram as águas geladas do nosso mar, ou viajam para os picos quentes do país. Os não adeptos do esporte da prancha e das ondas, muito menos.  É aí que entram em cena outras modalidades radicais que muita gente faz questão de praticar todos os anos. São os esportes na neve, como Esqui e Snowboard.

Argentina e Chile e são os picos preferidos pela galera que encara as montanhas de gelo. Conversamos com o ortodentista Gustavo Menna Barreto, que todos os anos procura viajar com a família e amigos para  esquiar (e também passear). Ele nos dá dicas quentes sobre os principais locais. Confere aí!

Conexão Radical – Para quais lugares na América Latina já fostes para esquiar?

 Gustavo – Na América Latina já fomos três vezes para Bariloche, duas para Chapelco e duas para Las Lenãs.

CR – Viaja todos os anos?

 Gustavo – Sim, todos os anos viajamos com a família e amigos.

CR- Como começou a praticar esses esportes de inverno e qual tu achas que é o maior “barato” de ser praticante?

Gustavo – Na única vez que fomos de pacote, estava incluído uma aula de esqui, onde tivemos o primeiro contato. A partir daí, planejamos fazer a próxima viagem com a finalidade de fazer um curso para aprender a esquiar. Escolhemos como destino San Martín de Los Andes (Cerro Chapelco).
O maior barato é a adrenalina: desde o princípio, nas pistas para iniciantes, intermediário até as pistas para avançados, tu vai experimentando a sensação de liberdade e prazer. Mesmo quando tu ainda está aprendendo, já dá para sentir isto. Sem contar o desafio de se aventurar por novas pistas, novos caminhos.

CR – Quais destes lugares tu mais gostou?

Gustavo – Depende! Tem que saber do teu objetivo principal: se vai somente esquiar ou quer mais opções de passeio. Para mim, prefiro escolher o local que tem melhor qualidade de neve e infra-estrutura (meios de elevação e pistas). A minha preferida é Chapelco para esquiar e tem uma excelente rota gastronômica. Bariloche, se tu queres mais opções de passeios, mas para quem gosta realmente de esquiar, não acho a melhor escolha. Las Lenhas, é ótima, mas para quem já foi fisgado pelo esqui. Tem pistas de nível mais avançado, os teleféricos são exclusivamente para esquiadores, ou seja, se não esquia, ou não tem certeza se vai gostar, não vá para lá. O esqui (ou snowboard) será sua única opção! Mas, se já é esquiador, vai gostar muito!

CR – Qual destes lugares é preciso investir mais dinheiro?

Gustavo – Destes três cerros o mais caro é Las Lenhas. Porque a cidade mais próxima, Malargue, ficar uns 70 km de distância. Os passeios para os teleféricos e, principalmente, o aluguel de equipamentos de esqui e “snowboard” tem um custo mais alto quando comparado à Bariloche e Chapelco.

CR- Tens alguma dica de viagem que julgue extremamente necessária?

 Gustavo – Primeiro não saia sem um seguro saúde específico para quem vai esquiar. Procure preparar-se fisicamente, como caminhadas, antes de começar as aulas de esqui. Evite, sempre que possível viajar de aerolíneas argentinas, pois costumam trocar horários, datas e até mesmo cancelar vôos sem aviso prévio! A alta temporada é em julho, mas a melhor qualidade de neve é a de agosto.

CR – Bariloche, Chapelco, Las Lenhas, quais as peculiaridades desses lugares? 

 

Gustavo – Bariloche: a “Brasiloche” (chamada assim pelos argentinos), é a mais turística de todas. Tem várias opções: esqui nórdico, esqui alpino, esquibunda, passeios de barco, confeitaria giratória, passeio à vila Angostura, cerro campanário, circuito Chico…. vida noturna intensa, bons restaurantes… Muitos esquiadores iniciantes misturados à alguns avançados. As pistas são mais estreitas e sofre mais com a escassez de neve devido ser uma montanha de pedra. O cerro Catedral, onde se esquia, fica à 20km do centro da cidade, mas tem opções de hospedagem nele.

  Chapelco: como Bariloche, o cerro fica à cerca de 20 km da cidade (San Martín de Los Andes), mas não há opção de hospedagem nele. O que não é nenhum sacrifício percorrer este trajeto diariamente: admirando o lago que margeia a estrada enquanto subimos e vamos deixando a cidadezinha rodeada de montanhas à beira do lago para trás. Tem como fama, ser a melhor rota gastronômica da Argentina (tem que esquiar muito para gastar as calorias ingeridas!). Não tem vida noturna muito agitada.

No  cerro tem-se várias opções de restaurantes para almoço e lanches. Enquanto descemos a pioneiros (pista azul para esquiadores intermediários), encontramos o Rancho Manolo, onde somos enfeitiçados pelo aroma dos waffles que estão sendo preparados na hora….não tem como resistir!!!!!

A qualidade de neve é muito boa, as pistas bem patroladas e largas.

Las Lenhas: é uma vila, onde tudo acontece ali. Possui canhões, que produzem neve artificial, no caso escassez (eles realmente colocam para funcionar, ao contrário de Bariloche, que tem alguns, mas não usa). Diferente de Bariloche e Chapelco, não possui bosques, em meio às pistas. É mais indicada para esquiadores intermediários e experientes, pois ,caso não goste do esporte, não terá outra opção! Possui vários restaurantes, pub e um cassino. O pessoal mais jovem costuma passar a noite em festa, chegando nas pistas somente a partir do meio dia, o que torna as pistas mais livres durante a parte da manhã.

CR – Você tem um grupo que se reúne para esquiar? Conta um pouco sobre isso.

Gustavo – Sim. Amigos com filhos de idade semelhante à de nossas filhas. Alguns já esquiavam antes, outros foram convidados por nós. O planejamento é meio contínuo: ainda não saímos numa temporada e já estamos planejando o próximo destino…

Red Bull – Art Of Flight Movie

Que tal radicalizar? Pelo menos no que assistimos. Além de arriscado, praticar snowboard sem orientação é prejudicial a saúde. Mas para quem curte ver uns vídeos legais e com muita adrenalina, vale a pena conferir esse trailer do filme da Red Bull “Art Of Flight” feito por uma galera que não tem medo das montanhas de neve.

 Site oficial: http://artofflightmovie.com/

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kh29_SERH0Y&feature=player_embedded[/youtube]

 

Sons que inspiram

Promessa é divida e como eu havia anunciado aqui no sábado, achei bacana fazer um Top Five das músicas que a galera gosta de ouvir antes de praticar seu esporte radical favorito. Perguntei para alguns atletas profissionais e também frees, “Qual banda ou música não pode sair do Ipod? “. Confere aí a lista e vê se combina contigo!

Marcelo Shaolin – skate

O cara que surfa no asfalto, ou melhor, na pista snack do Parque Marinha, escolheu várias bandas iradas, entre elas Gorillaz com a track Dare (gosto muito), mas elegi essa clássica aqui pré-surf/skate session.

MGMT- Kids

 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=SrC3GNKdM94[/youtube]

Vini Fornari –  surf

Ele respira surf . O surfista de Capão da Canoa, que manda bem nas manobras sob as ondas, mostra que também entende  de música (e bom gosto). Antes de dar o banho  é esse o som que ele curte ouvir! Se liga só!

 Jimmy Eat World – Sweetness 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=y9iQW_-HE84[/youtube]

Eduardo Thiesen – Kite

O domador do vento, o kitesurfista Dudu de Floripa escolheu um rock mais pesado para se inspirar para os dias que, como ele mesmo disse, estão “bomba”.

Linkin Park- In the end

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=P0jcUwfbd0w[/youtube]

Carol Fernandes – surf

A carioca de Saquarema, com jeitinho de hawaiana, guria que quebra no surf e que é muito gente boa escolheu um rock com a voz feminina, mas cheio de pegada da Paramore.

Paramore – That’s what you get 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FziMFrvyHU0[/youtube]

  

Stéfano Dornelles – surf

O representante da família Dornelles de Torres também prefere ouvir um rock and roll antes de cair na água. Entre as top estão as bandas Tool, Russian Circles,Grinspoon e a escolhida aqui: Placebo. Enjoy!

Placebo  – Every You Every Me

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OMaycNcPsHI[/youtube]

 

Laís Bozzetto é jornalista especialista em jornalismo esportivo. Residente na capital gaúcha ha um ano, Laís trabalhou com diversas modalidades, inclusive futebol, mas é apaixonada por esportes radicais, praia e esportes ligados a natureza. Já cobriu alguns dos principais campeonatos de surf e é ela quem vai estabelecer a conexão radical do Esporte Sul. Aloha!