Reinventar-se, eis uma das grandes virtudes do Santa Maria Soldiers

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Mais do que participar e conquistar o título do Gigante Bowl, a vitória do último sábado (18/06) naquele que já é considerado o maior evento de futebol americano no Brasil, o Santa Maria Soldiers provou também ser campeão em se reinventar. Após os dois primeiros títulos, conquistados em 2011 e 2013, o time viu alguns dos seus principais idealizadores darem adeus e todos sabiam que seria muito difícil o Exército Black and Green voltar a ser a principal força gaúcha de um esporte que a cada ano viu multiplicar o número de equipes em todos os cantos do estado. 

Persistente, o grupo que se manteve à frente do Batalhão não deixou o espírito morrer. Sem se abater e viver de lamentações após a saída de referências da equipe, como Douglas Rodrigues, Fernando Gross, Ademilson Lopes, e o representante da cidade na seleção brasileira Vinicius Zanon, eleito o melhor jogador do campeonato catarinense 2016, entre outros, os Soldados tiveram forças para continuar na guerra e se reformular a cada temporada.

Geração que fundou o clube compareceu para incentivar e vibrar com a equipe na noite fria da capital gaúcha. Foto: Diogo Viedo/EsporteSUL

Geração que fundou o clube compareceu para incentivar e vibrar com a equipe na noite fria da capital gaúcha. Foto: Diogo Viedo/EsporteSUL

Sem a geração de ouro liderada pela dupla Zanon e Douglas, que hoje são afirmações em uma praça tão competitiva como Santa Catarina, as perdas foram constantes. Franco Scola, Marlon Brazil, Rafael Portella foram outras reposições que precisaram ser descobertas e lapidadas para transformar novamente o Soldiers em um Quartel-general forte e campeão.

Mas, como afirmou ainda no gramado o destaque da final diante do Juventude, o Running Back Guilherme Busanello, desistir não faz parte do perfil destes guerreiros. E assim surgiram novos talentos como Wagner Freitas, Busanello, Limana e Ziegler, apenas para citar alguns. Foi desse jeito, renascendo a cada perda, a cada derrota, dentro e fora do campo, que esses batalhadores que levam a bandeira de Santa Maria desbancaram os únicos invictos do mais competitivo Gauchão de todos os tempos, para dominar a festa no Gigante da Beira-Rio e explodir de alegria no campo e nas arquibancadas, escrevendo um capítulo inesquecível para todos que estiveram naquela noite fria de 18 de junho em um dos palcos mais importantes do esporte nacional.

E que essa história continue sendo moldada dessa forma. Que a cada nova seletiva, novos soldados se juntem a essa sideline número um do Rio Grande do Sul, e aumentem essa grande família chamada Santa Maria Soldiers, que provou que um título se conquista renascendo a cada adversidade! Parabéns, Soldiers! Foi lindo testemunhar de perto essa conquista!

Diogo Viedo é gaúcho de São Gabriel e vive em Santa Maria desde os 17 anos. Jornalista desde 2010 e editor do EsporteSUL, é lateral-esquerdo em todas as peladas que joga e nunca assa o churrasco nas reuniões com os amigos.

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