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23 ouros de Phelps e o sexo dominante

esporte e mente

Cristiane marcou contra a Suécia, seu décimo terceiro gol em edições dos Jogos Olímpicos. Nem homens , nem mulheres, a frente de Cristiane apenas o horizonte a aumentar sua margem. Esta capacidade de carregar o futebol mundial em cima de seus gol era o maior orgulho da cultura que ovacionou Ronaldos, Romários e Pelés. Hoje é uma mulher quem mantém o nosso orgulho intacto.

Marta, a camisa 10, a braçadeira de capitã, a experiente Bola de Ouro. A herança do futebol arte de outrora, carregado no peso da importância do nosso camisa 10. E agora quem mantém o nosso orgulho intacto é uma mulher. As suecas tiveram o prazer de uma noite de sábado ao enfrentar Marta em seu país, naquele que é o torneio que ela decidiu ser o dela. Está no semblante dela, para todos. Assim como esteve outrora em Oscar, em Hortência, em Guga, nos nossos heróis Olímpicos.

As meninas do handebol são uma atração linda de se acompanhar. Vencer a Noruega na estreia é uma emoção mais forte do que o empate insosso da pesada seleção Iraquiana contra os rapazes do futebol. E uma confirmação, uma camiseta começa a pesar no cenário internacional, que digam os poloneses e as romenas. O handebol chegou, e não será surpresa que o futuro nos brinde com medalhas ao longo da história que há por vir.

Está bom demais que seja Rafaela Silva a conquistadora da primeira medalha de ouro conquistada em solo brasileiro. No mesmo solo que recebe o ippon no preconceito, e frases de efeito a parte, é novamente uma mulher quem nos representa. O brilho da redenção de muitos projetos sociais, educadores, mestres, famílias, que sonharam o mesmo sonho dessa família Silva. Dentro de casa, dentro do seu lar e de sua cidade.

Quadro a quadro, o jogo sem brilho do futebol masculino foi confirmando o que se sabe sobre a realidade no esporte e já estamos cansados de ouvir e falar. Um jogo preocupante e alarmante pelo que representa sobre o próprio cenário do esporte no país. Quadro a quadro, o personagem midiático e seus companheiros vão saindo do gramado ignorando os repórteres que Ronaldo não ignorava; quadro a quadro, Michael Phelps conquistava sua 23ª medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, abraçava seus amigos com carinho e modéstia, com atenção ao público e respeito aos adversários.

vinicius esporte e menteVinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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