“Horários nobre”

esporte e mente

23 horas, 5 minutos, 47 segundos, soa a sirene no Parque Aquático, uma das disputas dos 100 metros inicia sua nobreza no Rio de Janeiro. Quadro a quadro dividido com o nosso horário nobre, o horário norte americano manda nas piscinas da Rio 2016. Manda, assim como o nosso futebol e seu início a partir das 22 horas.

Como evento comercial, com tantos valores envolvidos, é claro que algumas disputas e seus personagens principais acabem valendo mais do que outras. O quadro a quadro das piscinas e a tentativa de gol de Luan, para depois voltar ao jogo com um gol do mesmo Luan, tem sido um show à parte do jogo de imagens desta edição dos Jogos. A dança entre futebol e natação. E isto vale dinheiro.

Vale dinheiro porque há um público crítico interessado, oferecendo uma medalha de ouro diretamente dos patrocinadores. O norte americano interessado nas piscinas e seus recordes de Michael Phelps. O brasileiro interessado no próximo capítulo, o seguinte ao da salvação com Gabriéis e Luan, tudo dentro dos conformes. Nos conformes do brindar do horário nobre.

Fora do horário nobre, o brasileiro Nacif Elias fez um emocionado desabafo contra a decisão que o eliminou da disputa na sua categoria no Judô. O atleta que representou o Líbano  retornou momentos depois ao tatame e honrou o esporte, o público e a si mesmo, se desculpando pela energia imposta no desabafo. Havia muita emoção para desconsiderar o desabafo como algo sem valor, mas o respeito à uma arte marcial é um dos maiores valores do esporte como agregador e educador social.  Uma das tantas histórias olímpicas que valem tanto quanto o brilho de uma medalha.

vinicius esporte e menteVinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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