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O dia depois de amanhã

esporte e mente

Com o encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro chegamos ao final do principal ciclo de eventos esportivos vividos no Brasil. E também o primeiro momento para estabelecermos um balanço sobre os acontecimentos. Além da Copa do Mundo, temos agora os Jogos Olímpicos e Paralímpicos para balancear as emoções de cada evento.

É fato que os três eventos foram o sucesso que prometiam, ambos começaram em descrédito internacional quanto à capacidade do país em receber eventos de tal porte e exigência de profissionalismo. E fato também, que, assim que começaram, todas estas dúvidas foram substituídas por jogos empolgantes, disputas eletrizantes e atenção toda voltada para os eventos esportivos. Tanto que nas oitavas de final da Copa do Mundo, ou ao final da segunda semana dos Jogos, a sensação era a mesma. De que a qualidade apresentada pelos atletas era tão grande que só repercutia a felicidade por estarmos vivendo algo assim em nosso país.

Um bom enredo vivido pelo futebol nestes dias, do pranto do capitão, ao absurdo dos 7x1. Tudo para o garoto midiático vencer um goleiro alemão e ser aclamado herói de uma geração. Tudo no “olho no olho” da imprensa. Estádios novos e uma manada de elefantes brancos, um belo desfile de exageros. Mas o ouro veio, como o termômetro emocional de nossa cultura exigia. E sem Maracanazzo.

A confirmação de todos os esportes que apostam em gestão é o grande legado da Rio 2016. Uma vez que os cortes dos valores investidos para os jogos já foi anunciado, então ficaremos à mercê do voleibol e do handebol, junto com o judô. Outros planos, como Isaquías Queiroz, ficarão acomodados no talento do atleta apenas, como sempre.

E, sobre os Jogos Paralímpicos, vou chover no molhado e criticar a transmissão da televisão em não ter dado o mesmo destaque para a disputa como os Jogos Olímpicos receberam. Mas também não sei se tudo isso é culpa da televisão em apresentar o que o seu púbico está mais interessado, ou se a culpa é do público que só resolve se manifestar para criticar quando percebe que é tarde demais para mudar algo. Mesmo que seja de canal.

vinicius esporte e mente

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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