Eram eles colorados?

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Eram eles colorados?

Algo aconteceu no Estádio Antônio David Farina, uma torcida cansada de tanto apanhar, em um ato de extremo risco para todos passou a agredir a si própria. As consequências deverão surgir, todas as punições ao clube serão justas. Cabe ao Inter ser grande, e exemplar.

Alguns jogos de portões fechados, prejudicando a receita direta em dia de evento no Beira-Rio, a competição e o rendimento dos atletas. Porém esta é a única decisão cabível, que o clube cumpra dignamente a punição imposta. Esta é a medida educativa tão solicitada para o silêncio nos debates da imprensa. E se uma pedra voa no colega setorista em campo?

Os torcedores expostos nas imagens de televisão acabarão por receber alguma consequência também, porém com um grande ostracismo da opinião pública ao procurar se informar mais. E continuará assim, na minha opinião, enquanto os clubes não forem responsabilizados. Apenas isso aparenta intimidar a emoção dos envolvidos.

Envolvidos que, respondendo ao título do texto, são sim colorados. Inebriados pelo amor ao clube, demonstrado de forma extremamente arriscada. Como ficou aquele rapaz depois da pedrada que o pegou em cheio? Mesmo que o torcedor comum hoje venha a dizer que eles não são verdadeiramente colorados. Apenas algo realmente intenso pode resultar em algo assim.

Seguindo nas punições de domingo, o Estádio Antônio David Farina merece uma atenção, já que o fato ocorreu e demorou a ser contido em seus aposentos. Ao Veranópolis por não oferecer a estrutura condizente a segurança do evento. E a seu goleiro e ao árbitro pelo lance que resultou na substituição de Diego. De cima para baixo com a mesma covardia da pedra na arquibancada.

vinicius esporte e menteVinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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