O recomeço do Riograndense

Ponto Final - NOVO

Em um evento simples e discreto, adequado ao momento, o Riograndense reuniu integrantes da imprensa na noite desta terça (21/02) para mostrar que está iniciando um processo de reorganização. Mais do que necessário, a mudança de filosofia e pensamento se tornou inevitável após chegar à última divisão do futebol gaúcho. Depois de brigar por um lugar na elite em 2013 até a derradeira vaga, o que se viu na sequência foi uma sucessão de fracassos que o levou a um rebaixamento merecido na temporada 2016. Com a chegada de nomes como Marcio Rubin, dirigentes de longas décadas se viram forçados a ceder a um modelo voltado à modernização do clube e do matrimônio, único caminho capaz de fazer com que o centenário clube santa-mariense não se veja obrigado a passar por mais um período de inatividade em sua história.

Com ambientes remodelados e novos espaços, como a quadra de futebol de grama artificial, construída em parceria com investidores, um novo estúdio funcional e academia, além do bar Locomotiva, com área para churrasco e confraternização, todos recém-inaugurados, o Riograndense já apresenta-se com uma nova cara e proposta pronta para novamente atrair seus torcedores. Soma-se a essa remodelada estrutura, a aposta na profissionalização da administração para recuperar o prestígio perdido e o orgulho do torcedor ferroviário.

Com a contratação de Emanuel Sperotto para a função de gerente administrativo e o publicitário Henrique Santana, que assumiu o departamento de marketing, o clube, enfim, parece ter entendido que só existe um caminho. Ainda é muito cedo para prever um sucesso ainda em 2017, mas, com essa nova postura e a contratação de mais profissionais, como um assessor de imprensa, que desenvolve papel fundamental na divulgação de uma entidade eque precisa de sócios e parceiros para se tornar viável, e uma comissão técnica fixa para gerir o futebol, o caminho dos trilhos pode ser retomado de maneira segura.

Resta agora, torcer para que a comunidade santa-mariense também reveja sua relação com o futebol, dividindo  um pouco mais da sua atenção, tão destinada a grandes clubes de fora, e volte a frequentar Eucaliptos e também a Baixada, casa do Inter-SM. Os clubes de Santa Maria precisam desse apoio para manter o futebol pulsando no Coração do Rio Grande, afinal, eles não podem existir para meia dúzia de apaixonados (cansados) pagarem a conta.

Diogo Viedo é gaúcho de São Gabriel e vive em Santa Maria desde os 17 anos. Jornalista desde 2010 e editor do EsporteSUL, é lateral-esquerdo em todas as peladas que joga e nunca assa o churrasco nas reuniões com os amigos.

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