A dança das cadeiras

esporte e mente

Antonio Carlos Zago não é mais treinador do Inter. A derrota em Belém foi impactante para o seguimento do trabalho do profissional no clube na disputa da Série B. E mais uma vez Odair Hellman deve ocupar a cadeira destinada ao treinador colorado interinamente na quarta feira contra o Palmeiras.

Quem observa o fato de forma isolada pode imaginar uma crise (ainda mais) catastrófica no clube que demite o seu treinador. Porém a troca de treinadores é uma prática tão comum que apenas as derrotas não servem de razão única para essa constante dança das cadeiras dos treinadores.

Basta observar os três times de Santa Maria na disputa da Série Bronze de Futsal nesse ano. Tanto Nova Geração, UFSM e União Independente já sofreram com a dança das cadeiras.

Pouco antes de começar a disputa, Gabriel Pranke assumiu a posição ocupada por Marcos Cairrão na UFSM. Marcos havia substituído à Bráulio Machado quase no mesmo período no ano passado. Quando a equipe universitária enfrentou o Nova Geração no clássico da cidade, viu Gudi Duarte assumir interinamente o posto de Guto Maurente, em licença naquele final de semana.

A mais marcante rodada das danças das cadeiras ocorreu com a mudança de Henrique Fortes Braibante do União Independente para a Associação Esportiva Uruguaianense da Série Prata. A ascensão do profissional é algo esperado na cidade há algum tempo, principalmente após a forte campanha do ano passado.

A importância de não isolar esses fatos está no momento em que estão as competições. A dança das cadeiras convidou todos os times de Santa Maria para dançar antes do primeiro turno da Série Bronze se encerrar e com apenas 8 jogos disputados por Nova Geração e UFSM, e 7 no caso do União.

vinicius esporte e menteVinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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