Santa-mariense Luiz Pavani assume a Confederação Sul-Americana de Judô

Um dos mais atuantes e renomados aficionados pelo judô do Rio Grande do Sul terá um novo desafio pela frente. Diretor técnico do Santa Maria Judô, a principal equipe gaúcha filiada à Liga Riograndense de Judô, Luiz Pavani, que é vice-Presidente da Liga Nacional de Judô, foi eleito no início do mês (9/12), Presidente da Confederação Sul-Americana de Judô (CSJ). A escolha ocorreu durante a celebração dos 65 anos da União Pan-Americana de Judô, durante o Campeonato Pan-Americano de Judô, disputado em Santo Domingo, na República Dominicana.

Pavani atua como advogado em Santa Maria e possui uma vasta experiência como dirigente esportivo. Atualmente ocupa a vice-presidência da Liga Nacional de Judô, e recentemente deixou a presidência da Liga Riograndense de Judô. Acumula ainda as funções de Diretor de Arbitragem da Liga Nacional de Judô e a presidência do STJD da entidade.

Graduado como 6º dan, Luiz Pavani coordenada o projeto social Judô Bushido e ministra aulas no Santa Maria Judô/Projeto Mãos Dadas, e o recém-inaugurado projeto Bandeira Brasil/Projeto Mudar, todos sediados em Santa Maria, além de responder como técnico do Santa Maria Judô, entidade que revelou a atleta olímpica brasileira, Maria Portela.

O santa-mariense terá como vice-presidente na CSJ, a chilena Elizabeth Fantuzzi. A Professora Fantuzzi é a atual presidente da Federação Nacional do Chile e uma professora de grande atuação no judô pan-americano.

Dentro dos tatames, Luiz carrega no currículo feitos como o título mundial master 1 no II Campeonato Mundial Sênior e Master da Federação Mundial de Judô (WJF), realizado em novembro de 2013, na capital cearense, de campeão brasileiro master de 2014 e 2015, e venceu mais recentemente o Pan-Americano do Chile (2017), na categoria pesado – M2 (35 a 39 anos). Na categoria abaixo – M1 (30 a 34 anos), Luiz chegou à final, mas acabou superado por um judoca local e ficou com a prata, após quase quatro anos afastado devido a lesões.

Luiz Pavani ao lado de sua mãe Aglaia Pavani. Foto: Divulgação

– A eleição de um brasileiro, que no último mandato pertencia ao Chile é uma escolha, de certa forma, logica, pelo tamanho, força e organização do judô brasileiro. em 2011 a gente passou a ter uma presença maior internacionalmente e tivemos diversas atuações administrativamente. Essa experiência desde 2011 vieram montando um reconhecimento desse trabalho e quando se aproximou do mandato do presidente chileno, decidimos apresentar uma chapa e isso foi muito bem recebido. Temos certeza que podemos contribuir com o crescimento muito grande dentro da América do Sul. É um desafio muito grande, pois temos um continente que o investimento é muito pequeno. Vamos agregar as federações e ligas nacionais de outros países. A federação chilena é muito presente, a venezuelana também. A argentina faz parte da chapa com a gente, então temos um agregado de países à nossa volta. – destacou Pavani, que não esconde a vontade de seguir colaborando com o judô, respaldado pela grande experiência acumulada nos últimos anos.

– A vontade de contribuir é sempre muito grande e ver um esporte, um caminho de tão boa influência na vida das pessoas que é o judô crescendo é o que nos motiva. Houve um crescimento de experiência, desde o início dos anos 200 quando me tocou ocupar as primeiras tarefas administrativas na Liga Riograndense de Judô. Toda essa carga de experiência contribuiu muito para a gente ter tranquilidade e serenidade e estamos aptos a enfrentar esse desafio que é muito grande, mas muito interessante. – aponta Luiz Pavani, que já prevê a realização de copas internacionais durante o ano de 2018, até a próxima edição do Campeonato Sul-americano que deve ser confirmado para novembro.

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