Handebol e as lesões

O Handebol é praticado por cerca de 20 milhões de atletas e atualmente, pode ser considerado um dos esportes mais populares na Europa, jogado por homens, mulheres e crianças de todas as idades.

O jogo é caracterizado por um ritmo de intensidade alto, mudanças rápidas de movimento, saltos com aterrissagem difíceis, contato e colisões frequentes entre os jogadores, além do estresse repetitivo nas articulações do joelho e do ombro. Embora existam regras para tornar o esporte seguro e justo, os jogadores são vulneráveis ​​para lesões agudas e de uso excessivo.

É um esporte que requer um contato físico frequente entre os jogadores, o que pode levar a lesões musculares esqueléticas. A incidência de lesões pelo handebol pode atingir 40,7 lesões por 1000 h de partida ou 3,4 lesões por 1000 h de prática. De acordo com os resultados do sistema de vigilância de lesões e doenças do COI, é um dos esportes olímpicos com maior risco de lesões.

O risco de lesão no handebol é significativamente maior durante a partida do jogo do que no treinamento, provavelmente explicado por maior intensidade, comportamento mais agressivo e contato mais frequente entre os jogadores. No entanto, ainda não tem certeza se o risco de lesões muda ao longo do curso do tempo da partida, ou se o risco de lesão difere entre as posições dos jogadores.

Estudos epidemiológicos relataram que, em geral, o joelho e o tornozelo são os locais mais comuns para lesões agudas, enquanto os problemas de uso excessivo afetam principalmente o joelho, a perna e o ombro. Durante o Campeonato Mundial de Handebol realizado no Catar em 2015 com 325 atletas estudados, foram relatadas 132 lesões durante 18 dias de competição e a maioria das lesões foram em contato com outro atleta.

No Campeonato Brasileiro de handebol e o no Paulista de Handebol nos naipes masculinos e feminino livre foram acompanhados 339 atletas (183 mulheres e 156 homens) foram relatados 312 novas lesões em 201 atletas (59,3% dos atletas apresentaram pelo menos uma lesão durante o estudo).

Os locais mais comuns de lesão são: tornozelo (19,4%, n = 46) e o joelho (13,5%, n = 32) e as lesões mais acometidas por uso excessivo foram os ombros (44,0%, n = 33) e o joelho (26,7%, n = 20). Os tipos de lesões mais comuns são: lesões musculares (27,1%, n = 68), entorses (24,3%, n = 61) e contusão (19,9%, n = 50); e tendinopatia (91,8%, n = 56) foi o tipo de lesão de uso excessivo mais relatado.

Foram observadas lesões recorrentes em 78 atletas (66,7% mulheres, n = 52 e 33,3% homens, n = 26). Foram observadas lesões recorrentes em 78 atletas (66,7% mulheres, n = 52 e 33,3% homens, n = 26).

O período em que ocorreram lesões recorrentes pode ser dividido em três grupos: menos de 2 meses (35,9%, n = 28), entre 2 e 12 meses (47,4%, n = 37) e mais de 12 meses (16,7%, n = 13). Das nove lesões do ligamento detectadas, oito foram lesões do ligamento cruzado anterior (ACL). Todos os atletas que relataram lesões ligamentares foram submetidos à cirurgia.

Resumindo o handebol tem um risco alto de lesão e precisamos impedir que esse índice continue aumentando.
A fisioterapia em conjunto com a comissão técnica (treinador, auxiliar, preparador físico, auxiliar) tem uma árdua tarefa de diminuir esse alto risco de lesão. Com treinos específicos para tornozelo, joelho e ombros que são os locais mais lesados do esporte; e as rupturas musculares, torções de tornozelo, contusões e tendinopatia que são lesões por uso excessivo podem ser diminuídas.

Se você pratica handebol e gostaria de maiores informações sobre risco de lesão, diminuição desse risco e quer estar totalmente preparado para a prática desse esporte entre em contato e converse conosco, marque uma avaliação!!! Estamos esperando você.

Ricardo Barreto é fisioterapeuta formado pelo Centro Universitário Franciscano (Unifra). Gaúcho de Santiago, atua nas áreas de ortopedia e traumatologia desportiva, osteopatia e terapia manual, com foco em avaliação biomecânica (avaliação de força e análise do movimento).

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