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Quando entendemos a dor do outro

O Ninho do Urubu amanheceu no último dia 8 triste, vazio e silencioso. O estado atônito de todos escancarava a perda de meninos derrotados por um incêndio. Uma única saída do quarto não foi suficiente para ser nada mais do que um funil infernal e impedir que houvesse mais sobreviventes. O Ninho do Urubu amanheceu triste, vazio e silencioso, chamuscado e ferido.

Chapecó amanheceu vazia, triste e silenciosa numa montanha da Colômbia. O mundo inteiro abraçou a comunidade do oeste catarinense, naquele momento que era o mais alto de sua história até então. O seu maior título, mas a que preço? Uma vitória que pouco será celebrada, porque uma cicatriz sempre estará presente.

Seis anos depois, seis longos anos depois e sempre parecerá que foi ontem. Santa Maria amanhecendo infeliz, vazia e silenciosa naquele domingo triste. Enquanto exercia os trabalhos possíveis no Centro Desportivo Municipal como voluntário, um pensamento corria por todo o dia em minha mente. Infelizmente outros locais teriam perdas semelhantes a que Santa Maria vivia no dia 27 de janeiro de 2013, e quando isso acontecesse, desejando ou não, todos na cidade conseguiriam compreender o pavor, o medo e a sensação de ficar sem chão quando se vive uma manhã triste, vazia e silenciosa.

Que todos os envolvidos possam encontrar a sua paz.

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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