CÓPIA PROIBIDA

CONTEÚDO PROTEGIDO PELA LEI DE DIREITOS AUTORAIS

EsporteSUL - O esporte daqui é aqui www.esportesul.comFacebookInstagramTwitter

Maracanã vazio

23 de março de 1995, a Taça Guanabara apresentava uma final entre o Botafogo, que seria campeão brasileiro naquele ano, e Flamengo, que teria apenas uma conquista no ano do seu centenário. O mundo do futebol assistiu um jogo digno de final, com hattrick de Romário, o rubro-negro carioca conquistou sua (sic) estrela solitária daquela temporada. Mais do que isso e do futebol jogado, o Maracanã estava em sua melhor forma, lotado, abarrotado de torcedores promovendo a festa do futebol brasileiro.

17 de fevereiro de 2019, uma final de Taça Guanabara sem Botafogo, sem Flamengo, e muito mais do que isso, sem torcida e sem vergonha. Uma rixa sobre o local a ser ocupado no estádio, somado ao medo constante de um conflito entre as torcidas atrasou o ingresso dos torcedores ao templo do futebol brasileiro para aquilo que ele serve de melhor, grandes decisões.

Pouco importa quem venceu o adversário nesse domingo, todos perdemos essa final de Taça Guanabara. Mais do que isso novamente, em São Paulo, na Arena de Copa do Mundo da FIFA, o Corinthians recebeu o São Paulo em evento de torcida única. Perdemos novamente, para a barbárie que a sociedade permite crescer cada vez mais.

Muito mais do que isso, dia 10/03 teremos Gre-Nal, na Arena do Grêmio. E como as "modas" do esporte brasileiro sempre nascem depois de polêmicas no centro do país (entenda São Paulo e Rio de Janeiro, e com muito esforço Minas Gerais), não se surpreenda com um clássico gaúcho com torcida única depois deste jogo. Violentando a todos, quebrando nossa cultura e diminuindo o interesse do público geral no esporte.

Porque sair de casa para um evento esportivo se não saberemos quando serão abertos, e se abrirão, para receber o público? Os portões fechados no inicio da decisão no Maracanã servirão por muito tempo como símbolo da derrocada do futebol/esporte brasileiro desde que os eventos da Copa do Mundo da FIFA e os Jogos Olímpicos do COI passaram pelo país com seus furacões de "padrões".

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

s2Member®