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A estátua de Renato

Quando se é treinador talvez você não possa garantir títulos, porém pode construir grandes times. Desde um Vasco praticamente rebaixado ao multicampeão Grêmio do último domingo no Alfredo Jaconi, Renato Portaluppi sempre buscou a excelência de seu tipo de jogo. De seu tipo de jogo preferido.

Nada mais justo do que uma homenagem em vida para quem contribua gigantescamente com a história de um clube. Principalmente com vitórias, títulos e bom futebol. E nesse patamar, Renato atingiu o ápice, formando com o time atual do Grêmio o futebol mais bem jogado no Brasil das temporadas mais recentes.

Quem viu, ou soube como foi, o jogo da volta da semifinal da Copa União em 1987 sabe que naquela noite histórica no Mineirão, Renato fez, não a sua maior partida, mas a sua atuação exemplo. Formando um ataque com Bebeto e municiado por Zinho, Aílton e Zico, o então Renato Gaúcho deixou toda a defesa e torcida do Atlético para trás. Sem dó nem piedade, porque seu adversário estava no banco de reservas do time da casa. A cada drible, passe e jogada Renato mandava seus recados para Telê Santana e a Copa do Mundo que todos perdemos com a sua ausência.

Este longo parágrafo sobre uma partida de Renato por outro clube ilustra muito bem o seu valor e as justas razões para que o Mito receba sua (tão pedida) estátua da instituição Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. Eu Sou colorado, mas jamais tive outro sentimento sobre Renato Portaluppi que não fosse admiração e reconhecimento pelos seus atos em campo.

Logo, assistir uma jogada dos atletas que ele coordena no Grêmio, mais do que um ato de manifesto pelo futebol arte, também se trata de um desabafo. Um desabafo bem ao jeito de Renato, a cada sequência de passes bem executados que se tornam gols, o futebol mal jogado, sem espírito e sem nenhuma vocação perde a força e todos passamos a desfrutar da maturidade de um ídolo.

Um ídolo que soube tornar seu clube campeão do mundo, e ressurgir para o seu lugar de merecimento e dignidade quando o peso de tabus começavam a tornar dúvidas cada vez mais frequentes. Não para Renato, ele não tem dúvidas. Ele simplesmente vive como uma lenda gremista.

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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