Após mais de oito horas de remadas, atletas da ASENA entram para a história da canoa havaiana brasileira

O último sábado (30/03) foi histórico para a canoa havaiana no Brasil, no Rio Grande do Sul e principalmente para Santa Maria. Exatos dezoito meses desde as primeiras remadas da modalidade na Barragem do DNOS pela Associação Santamariense de Esportes Náuticos (ASENA), parte da equipe do Coração do Rio Grande entrou em ação por sua primeira competição nacional e logo na maior prova de todo o país e uma das principais de todo o mundo: a Volta à Ilha de Santo Amaro (VISA), em Santos (SP).

Em sua décima sexta edição, a disputa reuniu nas águas do litoral paulista um total de 38 canoas, número recorde de inscritos que aliado as condições enfrentadas pelas embarcações ao longo do percurso de 75km transformaram a prova na mais acirrada ao longo dos seus dezesseis anos.

– Foi uma prova que eu, como mais de 20 anos de canoagem, não havia vivenciado e muito menos as meninas que tem um tempo menor de prática. A questão que mais sentimos foi realmente as ondas. Remar em alto mar é algo absolutamente novo e que exige uma técnica e preparo que não tínhamos naquele momento, só fomos descobrir na hora. Mas demos conta do recado. – afirma Gilvan Ribeiro, o mais experiente e vitorioso canoísta da ASENA.

Junto com Gilvan, representando a ASENA e Santa Maria, estavam as remadoras Daiane Zambeli e Ana Cristina Monteiro e ainda Zica Schmidt, que fez parte do time de apoio da primeira equipe mista (três homens e três mulheres) do Rio Grande do Sul a participar e completar a VISA, no qual também integraram atletas do Sava Clube de Porto Alegre e da ACEN de Caxias do Sul.

No total, após enfrentarem um mar agitado repleto de ondas, vento forte e de cruzarem por cenários como o Canal de Bertioga e pelo Porto de Santos, a equipe mista gaúcha completou os 75km do trajeto em 8h17min de remadas ininterruptas.

– A Volta à Ilha de Santo Amaro fica marcada como uma experiência única. Aprendemos mais um pouco sobre nossos limites mentais e físicos. Uma prova muito interessante neste processo de auto-conhecimento, que para mim fica de mais válido em termos de conquistas, o quanto podemos nos conhecer em um ambiente que não é o nosso e perceber que nossos limites são intransponíveis. Conseguimos romper algumas barreiras que achamos que não eramos capazes. – acrescenta Gilvan Ribeiro.

A atleta Daiane Zambeli também comentou sobre o desafio superado pelos reamadores de Santa Maria:

– Percorrer o Volta Ilha de Santo Amaro foi um grande desafio para nós gaúchos que estamos acostumados a remar em águas mais tranquilas, paradas. Foi um sonho que se concretizou. Fica a sensação de missão cumprida e que se acreditarmos nos nossos sonhos tudo é possível. Com disciplina, planejamento, muita dedicação e trabalho em equipe alcançamos nossos objetivos. Saímos com a sensação de vitória, embora não termos alcançado o pódio nos sentimos vitoriosos em termos cumprido nossa missão. Sentimento de puro prazer, superação e adrenalina total do inicio ao fim.

Ana Cristina Monteiro, Gilvan Ribeiro e Daiane Zambeli (a segunda, o terceiro e quarta da esquerda para direita) superaram ao lado do restante da equipe Kaylani a temida e famosa Volta à Ilha de Santo Amaro. (Foto: Divulgação/ASENA)