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Copa do Mundo de Futebol Feminino

Nesta sexta-feira se iniciam as disputas da VIII Copa do Mundo de Futebol Feminino com a partida entre a anfitriã França e Coréia do Sul no Parque dos Príncipes em Paris. As francesas são as favoritas a conquistar o título junto de inglesas, alemãs e americanas. Um pouco mais abaixo, mas ainda com chances de surpreender, estão as holandesas, japonesas, australianas e brasileiras.

O grupo do Brasil é o mais equilibrado da competição podendo colocar até três seleções classificadas para a próxima fase. Os confrontos chave para nossas atletas ocorrerão nos dias 13/6 contra a Austrália na segunda rodada do grupo e a rodada final contra as italianas, cinco dias depois. A estréia é contra as jamaicanas no próximo domingo dia 9/6 no Estádio dos Alpes na cidade de Grenoble com transmissão anunciada da tv aberta.

Com o evento virão os debates de sempre sobre a modalidade, o lamento por não haver no país uma estrutura sólida para que as mulheres exerçam o futebol como profissão com o mesmo apoio que os homens. A diferença gritante que este fato ocasiona entre as brasileiras e suas adversárias que contam com esse apoio em seus países. A ovação a rainha do futebol Marta e suas seis Bolas de Ouro.

Fato concreto para esta competição será a constante comparação entre a atleta da Seleção e seu referente na equipe masculina. Com o desligamento de Neymar Jr da CONMEBOL Copa América 2019, a pressão sobre ele se elevará a níveis ainda não vistos se juntarmos possíveis ótimas atuações de Marta nos campos franceses com os andamentos sombrios do caso de acusação de estupro contra o atleta.

Aliás, a transmissão em TV aberta da Copa do Mundo de Futebol Feminino pode se tornar um verdadeiro inferno para o craque do PSG. Que verá mulheres brasileiras (como a pessoa que registrou o B.O. contra ele) defendendo o país em estádios franceses, justamente os mesmo palcos das exibições atuais do atleta. Aos envolvidos na transmissão não caberá outra postura a não ser reiterar repetidamente que a violência contra a mulher deva ser extinta de nossa sociedade, o que levará a um paralelo com a situação do craque e seus depoimentos para a polícia e sociedade brasileira.

Justo este iminente fato tende a ser o grande risco para o sucesso desta Copa do Mundo. É grande a possibilidade de mesmo durante uma partida em que não haverá nenhum homem (salvo treinadores e integrantes das comissões técnicas) defendendo alguma das equipes que o foco gire em torno de um atleta que nem na competição está.

Pelo bem do futebol feminino que Marta e suas colegas de equipe nos brindem com ótimas atuações e que consigam durante o mês de competição resgatar a identidade do futebol brasileiro e reconciliar o torcedor brasileiro com a nossa Seleção.

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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