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O preço da ingenuidade

Quando Marta deslocou a goleira Williams a História estava escrita, existe apenas uma pessoa em todo o planeta a marcar gols em cinco Copas do Mundo. Desde 2003 nos Estados Unidos que a atleta marca seus gols no torneio. China, Alemanha, Canadá e agora França também receberam chutes certeiros da Rainha Marta em seus estádios.

Porém a tarde brasileira no Estádio Mosson em Montpellier ficou no recorde da principal atleta de sua geração e a ingenuidade em acreditar que o 2x0 encerrariam a partida. Faltou combinar com as maduras atletas australianas, que com calma e impondo seu jogo levaram a vitória para casa.

Aos 88 minutos de jogo uma bela troca de passes da Austrália exemplificou isso. Enquanto as brasileiras bagunçadas e desesperadas em campo corriam atrás da bola, as australianas retomavam a posse com sua marcação avançada impondo um fraco chute torto de nossa defesa para a mesma lateral de onde vinha o passe do arremesso.

A ingenuidade era tanta no final do jogo que pouco antes do lance citado acima uma australiana conseguiu levar a arbitragem a inverter duas faltas que eram para o Brasil. Em uma delas a atleta australiana jogou seu rosto contra a mão de uma brasileira que ainda levou cartão amarelo por isso. No ataque seguinte uma defensora australiana agarrou dentro e fora da área nossas atacantes. Resultado falta para Austrália no primeiro lance e a não marcação de um pênalti claro, mesmo com o auxílio (?) do VAR no segundo. Dando indícios claros de que na França encontraremos o mesmo critério que não marcou pênaltis na Rússia em Gabriel Jesus e Neymar Jr.

A vitória australiana foi merecida, mesmo com os erros da fraquíssima equipe de arbitragem. A ingenuidade da equipe de Vadao escancarou a distância abismal entre quem realmente investe no futebol feminino e quem apenas diz que devemos investir na modalidade no país quando a tv mostra Copa do Mundo ou Olimpíadas.

Na hora de pegar de jeito na bola à hora de catimbar e conduzir a arbitragem a maturidade australiana foi exemplar. Ao Brasil cabe deixar a ingenuidade de lado e jogar a vida contra as italianas na próxima rodada para conquistar a vaga na próxima fase.

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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