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Quando Leonel Messi recebeu cruzamento perfeito no centro da área, próximo a marca da cobrança de pênalti, por um momento o futebol cedeu espaço a seu primo homônimo Futebol Americano. O chute desferido pelo craque das seis Bolas de Ouro mais parecia a execução perfeita de um Field Goal com a bola assumindo uma altura incomum para aquele nível de partida. E principalmente para o nível de Leonel Messi.

Quando Tite retirou de campo seu capitão Daniel Alves em busca de furar o bloqueio da forte defesa paraguaia com a entrada de Lucas Paquetá, o futebol já havia cedido espaço a seu primo irmão das quadras há muito tempo. O constante toque de bola na intermediária guarani sem ceder contra ataques, mas também sem permitir uma bola mágica de Arthur para seus companheiros de ataque evidenciou a influência do Futsal sobre a dinâmica do Futebol atual.

Em ambos os casos, tanto o craque argentino quanto o treinador brasileiro escolheram a qualidade do gramado como culpada pelos desempenhos apresentados. Algo completamente injusto com o gramado da Arena. E completamente desconexo da realidade.

Tudo bem que para atletas e profissionais do futebol com rotina na Europa gramados em perfeitas condições são realidade. Porém, nem sempre Tite montou bons times em excelentes gramados e Lionel Messi até se mudar para a Espanha certamente ainda não conhecia o prazer de jogar futebol em um gramado bem cuidado.

Tão pouco um gramado bom ou ruim é o que determina a qualidade de seus times. Vide o quão bem tem jogado o time de Renato Portaluppi desde 2016. Dando show e envolvendo seus adversários nesse mesmo gramado tão criticado por Adenor Bacchi e Leonel Messi. E isso que o treinador brasileiro contou em seu grupo com dois dos exponenciais técnicos do time de Renato.

E mesmo assim a culpa pela incapacidade de furar uma defesa de futebol maquiada de sistema defensivo de Futsal é toda do gramado da Arena do Grêmio.

Vinicius Geissler é psicólogo formado pelo Centro Universitário Franciscano e Coaching graduado pela SLAC. Atua na área esportiva desde 2013 e escreve nas horas vagas.

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