Periquito não irá jogar a Terceirona em 2020

Dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube foi decisiva para decretar a não participação na competição estadual

(Foto: Bruno Tech/EsporteSUL)

O futuro do Riograndense parece estar cada vez mais nebuloso. Após reativar o seu departamento de futebol em 2019 e trabalhar arduamente mesmo com pouquíssimos recursos nas reformas e tentativa de liberação do Estádio dos Eucaliptos, a diretoria esmeraldina confirmou oficialmente após reunião na última quinta-feira (09/01) que o clube não irá participar da Segunda Divisão 2020, equivalente ao terceiro escalão do futebol gaúcho.

Convivendo com certo descrédito e críticas até mesmo de seus torcedores, a falta de recursos financeiros e de patrocinadores foram as principais justificativas para a desistência da competição segundo o presidente Gilberto Pires. Apenas nove conselheiros e sócios participaram da reunião decisiva na última semana, o que só evidencia a falta de apoio na atual diretoria. Segundo o mandatário o Periquito precisaria de aproximadamente R$ 145,00 mil para viabilizar a sua participação na competição estadual.

- Convidamos para a reunião todos que queriam nos ajudar a fazer o futebol voltar e mais uma vez contamos com muito poucas pessoas. Fizemos um levantamento detalhado do orçamento que precisaríamos para jogar, que seria em torno de R$ 145,00 mil, e não vemos a perspectiva de arrecadar esses recursos. Não temos uma equipe que possamos trabalhar para sair atrás de patrocínios. Temos poucos diretores e conselheiros trabalhando. Então decidimos por não participar da Terceirona e acabar com as obras de liberação dos Eucaliptos, o que está muito próximo. - afirma o presidente Gilberto Pires.

Junto com as obras do Estádio dos Eucaliptos o clube deve focar também neste primeiro semestre de 2020 no trabalho com as categorias de base, com a implementação das categorias sub-15 e sub-17 e também escolinhas. Na temporada passada, na tentativa de retornar ao futebol, o Riograndense chegou até a montar um grupo liderado pelo técnico Leonardo Ribeiro com atletas de 14 até 23 anos de idade que devem ser aproveitados nas categorias de base.

- Agora vamos trabalhar em cima de escolinhas e categorias de base, tentando movimentar o clube a captar novos e mais sócios. Precisamos ter um fluxo de caixa para podermos trabalhar. - diz Gilberto Pires, que completou em tom de desabafo:

- Um exército de um homem só não funciona. Esperava e espero contar com um pessoal para colaborar conosco porque a situação é muito difícil. Pedimos mais uma vez, até desmotivados para pedir, porque não chega ninguém para nos ajudar, nenhum aporte.

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