Em Portugal, jogador santa-mariense de handebol fala sobre pandemia e incertezas quanto ao seu retorno ao Brasil

Geywson Eduardo Corrêa, que desde janeiro defende o Porto, está em isolamento seguindo as recomendações e cartilha de treinos passadas clube

(Foto: Arquivo Pessoal)

Há pouco mais de um mês o santa-mariense Geywson Eduardo Corrêa contou ao EsporteSUL eufórico e exultante sobre o seu período de treinos, jogos e experiência com o FC Porto, clube da cidade de Porto, de Portugal, e um dos gigantes do continente.

Já neste 1° de abril, após o mundo inteiro parar por conta da pandemia do novo coronavírus, é o medo e as incertezas que tomam conta do jogador de 18 anos cria das categorias de base da UFSM/ASH.

Desde a suspensão das atividades e cancelamento de todas as competições no início do mês de março, Geywson Eduardo está recluso na residência de um companheiro de equipe ao lado de mais outro atleta estrangeiro na capital portuguesa.

Sem os treinos na Dragão Arena, ginásio que recebe as partidas de handebol, basquete e hóckey sobre patins do Porto e que foi cedido pelo clube para ser um hospital de campanha nesta guerra contra o Covid-19, a rotina do santa-mariense se limita a seguir uma cartilha de treinos caseiros e estudos da modalidade passadas pela comissão técnica do clube.

Mantendo a risca as orientações do Porto, sair a rua só na hora do almoço quando vai até a chamada Casa do Dragão e já recebe também o jantar e demais refeições diárias. Justamente para não precisar sair novamente do isolamento total no país que contabiliza até o momento 160 mortes em decorrência da infecção pelo novo coronavírus.

- Nossos preparadores mantiveram nossos treinos. Temos dois planos de exercícios para fazermos em casa, um pela manhã e um a noite, para não baixarmos o ritmo. Treinos com bastante intensidade. Vejo entrevistas e jogos de handebol que o treinador do Porto envia e convivo com os meus colegas de equipe residentes na mesma casa, com rotinas semelhantes as minhas. Somos acompanhados diariamente através dos team manager (responsável pelos atletas estrangeiros), por telefone ou pessoalmente quando necessitamos de algo. Quando não estou treinando leio bastante e aproveito para descansar. - conta Geywson Eduardo Corrêa, que está no clube português desde o mês de janeiro.

Como em Portugal e praticamente toda a Europa as competições foram canceladas, já que se encontravam na reta final das disputas, Geywson Eduardo já está liberado para retornar ao Brasil e ao Coração do Rio Grande.

Porém, para aumentar a sua aflição e de seus familiares, o atleta não sabe quando este retorno irá ocorrer por conta do fechamento das fronteiras áreas e aeroportos pelo mundo a fora. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Portugal é um dos países com mais brasileiros que não conseguem voltar para casa. Entre as previsões, e também mais otimistas, o santa-mariense só deve embarcar ao Brasil entre o dia 20 e 27 de abril.

- É uma situação bastante delicada, mas tento ficar tranquilo, não tem muito o que possa se fazer agora. Tenho vontade sim de retornar, mas estou tranquilo, o clube vem dando todo suporte. Com esta pandemia não tenho como retornar agora para casa. O desejo e a incertezas se misturam bastante. - acrescenta Geywson Eduardo, que também falou sobre o que vem presenciado no país da Península Ibérica:

- A população está realmente com medo. Já os atletas estão todos em casa. Quando eu vou buscar meu almoço já vejo algumas pessoas. No início não tinha ninguém, era vazio, agora voltou a ter mais circulação de pessoas. Mas a maioria das pessoas tendo todos cuidados com a higiene, usando mascaras e luvas. Isto vemos bastante nas ruas.

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