Com atividades e ações adaptadas ao momento, HFSM planeja retomada dos treinos junto com a volta das aulas presenciais

Entidade santa-mariense mantém atividades onlines e segue promovendo ações sociais

(Foto: Bruno Tech/EsporteSUL)

Desde o ano 2012 representando Santa Maria nas quadras dos quatro cantos do estado, o Handebol Feminino de Santa Maria (HFSM) optou por concentrar forças e fomentar o trabalho de formação com as categorias de base a partir de 2017, mesmo não deixando de lado as competições e títulos com o elenco adulto.

Em um trabalho de médio prazo a entidade foi galgando posições nos campeonato estaduais e confirmando a evolução a cada temporada dos times de base, colhendo os seus melhores resultados justamente em 2019 com um terceiro lugar para o time cadete, um quarto para o juvenil e quinto para o infantil no Campeonato Gaúcho.

E justamente na temporada em que mirava a consolidação deste trabalho entre o topo das categorias de base do handebol gaúcho a pandemia do Covid-19 freou, ou melhor, aditou as metas e pretensões dos santa-marienses. No entanto, mesmo sem treinos coletivos desde março, o trabalho ao menos nos bastidores do HFSM de olhos em tais objetivos segue a pleno vapor.

Desde que suspendeu suas atividades com os times mirim, infantil, cadete, juvenil e adulto, o HFSM promove uma série de atrações e atividades onlines para manter atletas e treinadores ativos e em contato. Junto com os treinos físicos virtuais, a equipe realiza regularmente lives com a participação das próprias atletas através de suas redes sociais.

- Os treinos online estão mantendo nossa equipe unida. Uma vez por semana as meninas participam de um treino físico. Estamos fazendo também bastante lives e videoconferências. A dificuldade é manter o foco e o grupo sempre juntos. As meninas tem muitas atividades paralelas. Até também a carga emocional é muito forte.  - afirma o técnico do HFSM, Lucas Dias.

E mesmo longe das quadras a entidade não deixa de lado o seu trabalho de cunho social. Ciente das dificuldades que vieram no rastro da pandemia, o HFSM promoveu uma campanha de arrecadação e doação de trinta e cinco cestas básicas para a Escola Marista Santa Marta e Escola Adelmo Simas Genro, onde junto com a Escola Marieta D'Ambrósio desenvolve um trabalho de iniciação ao handebol com mais de 70 crianças em seus polos desde 2018.

- Normalmente já é importante e em tempos como este é mais importante ainda. Estamos mantendo todas nossas ações sociais. Realizamos uma campanha de alimentos e agora estamos fazendo a campanha do agasalho. É uma forma também de manter um elo com essas crianças e alunos que precisam da gente. - diz Dias.

Quanto a retomada das atividades coletivas e do calendário estadual Lucas Dias prefere não projetar diante do aumento de número de casos e inconstante troca de bandeiras de acordo com o modelo de distanciamento controlado do governo do estado. A ideia do HFSM é retomar os treinos assim que as aulas na rede pública e privada forem retomadas. Caso ocorra o cancelamento do ano letivo o clube planeja voltar aos trabalhos de forma gradativa após o inverno, com os elencos divididos em pequenos grupos e seguindo todos protocolos de segurança.

No atual plano de distanciamento controlado do Governo, apenas em cidades com bandeira amarela estão liberados treinos em clubes esportivos. Atualmente Santa Maria segue na classificação de bandeira laranja.

Inicialmente a Federação Gaúcha de Handebol (FGHb) projetava iniciar as competições em agosto ou setembro. Data que deve ser postergada pelo avanço da pandemia. Assim como todos, a FGHb aguarda a liberação das autoridades governamentais e sanitárias para voltar as atividades e dar largada no Campeonato Estadual 2020.

- Ainda não sabemos nada sobre as competições. O Estadual está previsto para acontecer em a partir do mês de agosto, setembro, o que vai depender da evolução dos casos e bandeiras. Mas nós, enquanto entidade e associação, pensamos em retomar juntos com as aulas. Caso as aulas não voltem, caso o ano letivo seja toda à distância, estamos pensando em voltar após o inverno com treinos reduzidos em número de atletas e todos protocolos de segurança. Inclusive protocolos que nós montamos, como a utilização de álcool gel e medir a temperatura, que já são padrões, mas também sobre o treino em si, com treinos individuais, com cada atleta usando a sua bola. Não tem troca de passe, não terá nenhum contato inicialmente. - finaliza Lucas Dias.

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